“Muzinga”: um homem (quase) bi-centenário
André Diniz tem feito um percurso sólido na banda desenhada brasileira: com três dezenas de livros publicados e prémios e honrarias diversas, o seu traço característico marca uma das vozes mais originais e entusiasmantes dos “quadrinhos”, que ultrapassou o contexto brasileiro com narrativas tão diferentes como “Morro da Favela”, “Malditos Amigos” ou “Entre Cegos e…
“Aqui”: a História da humanidade numa sala de estar
Muitas vezes, quando ouço leigos na matéria a falarem de banda desenhada, trazem a questão do tempo à baila: “isso da BD é para pessoas que querem ler livros num dia, é só bonecos, é muito fácil ler trezentas páginas em poucas horas”. Não é que “Aqui” seja um livro que vá contrariar esse preconceito:…
“Crónicas de Jerusalém”: um desenhador na terra das divisões
Já foi há mais de uma década que Guy Delisle, autor de BD canadiano responsável por retratos contundentes da China ou da Coreia do Norte, publicou o resultado de um ano de vivências na terra santa, que junta vários credos e muitas tensões. Essa obra foi premiada no Festival de Angoulême em 2012, e só…
“Yon e Mu”: um mestre do terror e uma ameaça peculiar
O nome e universo de Junji Itô são duas das marcas incontornáveis do universo da BD japonesa contemporânea. Quando a sua obra começou a ser publicada regularmente em Portugal, já tinha há anos o seu séquito de fãs, entre nós criado a partir da distribuição de muitas edições em língua inglesa. Mas nos últimos dois…
“Al Capone”: o menino de sua mãe
Em Alcatraz, Al Capone conta a sua história. Mas sendo a sua mãe a única ouvinte, naquela cela escura e angustiante, é claro que o gangster tem de aligeirar um pouco os factos, passando por cima de furtos de pequena ou grande monta e uns quantos homicídios. Tudo para mostrar à progenitora como, na verdade,…
“Erva”: uma tragédia quase diária
O mercado português tem destas coisas: por vezes há autores que aparecem e desaparecem das livrarias, outros tardam a ter obras traduzidas entre nós, e depois há fenómenos como os de Keum Suk Gendry-Kim: em menos de um ano já temos disponíveis não um, nem dois, mas quatro livros seus. “Erva”, segunda investida da Iguana…
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