Crónicas de Ellesmere: “Saltarello”, simulacros e as muitas mortes de deus
E então o vampiro inventa uma dança, uma coreografia só sua no nevoeiro de Ellesmere ao som de “Saltarello”, enquanto os Dead Can Dance simulam com grande beleza a Idade Média sem referente (bom, sobreviveram pautas guardadas no Museu de Londres) e evocam Bosch, tão mal compreendido tantas vezes, tal como Nietzsche. Como Baudrillard classificaria…
Crónicas de Ellesmere: Monica Bellucci, simetria, proporção áurea e dimorfismo sexual
Por que certos corpos atravessam regimes ideológicos quase incólumes? Pensava nisso e em focas, quando numa rocha árida em Ellesmere recebi uma carta de meu amigo vampiro de Svalbard. Ele, que gosta pouco de militância e, tal como eu e o dr. Faustus, gasta o tempo eterno e o conhecimento a tentar fazer algo completamente…
Crónicas de Ellesmere: a chegada (ao teatro vazio)
É um dia sem luz em Ellesmere, quando digo a Hal 11.000, que vegetava em cima da mesa desde a noite anterior enquanto a sua luz piscava alimentada por um gerador, que havia comentado numa carta a um amigo vampiro que vive em Svalbard que eu, mas também aqueles inúteis sanguessugas lá da ilha de…
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